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Foto: Wladimir Costa |
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mantém cassação do
mandato do deputado federal paraense Wladimir Costa, ao rejeitar na última
sessão realizada no dia 19 de agosto, recurso do parlamentar que tentava
modificar a decisão unânime do TRE, no dia 8 de julho, que cassou seu mandato, por
violar Lei. A Corte julgou ilícitos as arrecadações e gastos em campanha
eleitoral de 2014, da decisão da Justiça Eleitoral do Pará cabe recurso ao
Tribunal Superior Eleitoral. Enquanto isso, Wlad, como é conhecido na região, ocupa cadeira na Câmara dos Deputados, a vida segue tranquilamente e favoravelmente.
Gastos em um total de R$ 410 mil omitidos da prestação de
contas à Justiça Eleitoral, despesas sem comprovação de origem, falsidade em
documento, abuso de poder econômico, uma série de irregularidades foi
determinante para o pedido de
cassação do mandato do deputado.
Wladimir Costa declarou que gastou R$ 642.457,48 durante sua
campanha à Câmara Federal, mas segundo o MPE, o candidato deixou de declarar R$
149.950,00 em despesas de material gráfico, além de mais de R$ 100 mil em
despesas efetuadas entre julho e setembro do ano eleitoral de 2014, que não
constam na prestação de contas..
O parlamentar, Wladimir Afonso da Costa Rabelo, ficou
conhecido nacionalmente como o deputado dos confetes, após a pirotecnia durante
a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados.
Além de chamar atenção por fazer discurso contra a corrupção, e declarar seu voto favorável ao impeachment.
“Vamos cassar a Dilma, o lado que vai cassar a Dilma não se mete em
roubalheira, em safadeza”, após seu
discurso o deputado Wlad cantou o refrão do hino do Pará. Cá estamos diante de
uma aberração política, uma vergonha nacional, uma afronta aos paraenses em
saber que quem representou o nosso estado em um momento histórico para o nosso
país, tem seu mandato cassado por não cumprir a Lei, por abuso de poder
econômico. E mais, diante de uma série
de irregularidades, o afastamento imediato de Wlad da Câmara só poderá ocorrer
se ele perder o recurso no Tribunal Superior Eleitoral, quando então perderia o
seu mandato e seria declarado inelegível por oito anos. Só nos resta aguardar!!!
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