Ai, que essa vida de celebridade me irrita: até no elevador do Musée des Arts Decoratifs, em Paris, os paparazzi me perseguem?!!!!____________________________________
“Que andas a fazer por cá?”É o que me perguntam aqui em Lisboa amigos portugueses. E eu respondo – a eles e a vocês – abaixo.
Acompanho, ainda que de longe, o lançamento oficial de “Cinquentinha”; será nesta segunda-feira, dia 30, no Copacabana Palace, numa festa em que haverá atores, atrizes, jornalistas e salgadinhos... O que sempre dá uma excelente mistura.
Nutro, igualmente de longe, great expectations, grandes esperanças em relação à minissérie, cuja linguagem - eu acho - vai ser uma ótima novidade, pelo menos para a minoria de telespectadores (ainda) pensantes.
Trabalho no roteiro de “Roque Santeiro – o filme”, que prometi entregar no dia 20 de dezembro aos produtores, embora – é Natal, bimbalham os sinos! – já esteja inclinado a espichar um pouco mais este prazo.
Vejo “Brothers and Sisters”, que aqui se chama muito apropriadamente “Irmãos e Irmãs”, a terceira temporada, tão boa quanto às anteriores, e mais que estas um novelão desenfreado a descer, sem vergonha ou pânico, a acidentada ladeira do melodrama. Uma lição pra quem quer fazer seriado no Brasil, mas acha que os episódios não devem ter ganchos: será que eles não perceberam que os ganchos despudorados de “Donas de Casa Desesperadas” são uma das razões do seu sucesso?...
Leio um livro que me entusiasmou como poucos nos últimos anos: “A fantástica vida breve de Oscar Wao”, de Junot Diaz, Prêmio Pulitzer de ficção nos Estados Unidos em 2008. Junot Diaz é o primeiro chicano – descendente de latinos – a ganhar o prêmio. Nasceu na República Domicana, mas foi criado (e educado) nos Estados Unidos. Seu livro é sobre os anos trágicos da ditadura de Trujillo em seu país de origem, mas é mais que isso: é sobre o fuku, a maldição que Cristóvão Colombo, um azarado célebre, trouxe consigo para a América Latina, e que pesa sobre nós até hoje. O que é exatamente o fuku?Não se preocupem, eu explicarei... Mas num outro post.
Vou ao teatro – para ver “The Twelve Tenors”, uma dúzia de meninos bonitinhos e talentosos, e “A Gaiola das Loucas”, um luxuoso musical produzido por Felipe La Féria (de quem também vou falar em outro post)... Do qual, no dia em que eu estava lá, um sério senhor português levantou depois de cinco minutos de bichices sobre o palco e saiu a gritar: “isso é um congresso de paneleiros!”
Do Blogão do Aguinaldo Silva - escritor e noveleiro