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Foto: Everton Banha |
Escolas sem funcionários, alunos sem aulas, salários
atrasados, falta de merenda e
transporte escolar, a EDUCAÇÃO PAROU na cidade de Uruará. Estes motivos foram
determinantes para que servidores públicos, pais e alunos fossem às ruas
reivindicar por seus direitos.
Gentileza gera gentileza! Pelo visto isto não funcionou
por lá. A população cansada de realizar manifestações atrás de manifestações, se
revoltou e partiu para ignorância também. Revoltados com tantos descasos na
cidade, os manifestantes ocuparam o Palácio das Flores, prédio da prefeitura, penduraram
faixas, queimaram lixo, outros se deslocaram até a residência do
prefeito, quebraram câmeras de segurança, lâmpadas, janelas e o portão,
reivindicando novamente em busca de soluções. Há relatos de que professores
estavam pedindo cestas básicas para se manter, além do receio das famílias de
baixa renda em perder o benefício do bolsa família por causa das aulas que
estavam paralisadas.
CADÊ O PREFEITO QUE ESTAVA AQUI? Ele não aguentou a
pressão e sumiu. Desde a manifestação realizada no dia 19 de agosto, o prefeito
Everton Banha (SD), deixou o Palácio das Flores escoltado pela Polícia Militar,
e ninguém nunca mais o viu, deixando os servidores públicos em estado de
emergência.
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Foto: Medida Liminar |
Somente agora que as manifestações estão começando a
surtir efeito. Justiça bloqueia verbas da prefeitura de Uruará para pagar
salários de servidores públicos. A decisão liminar deferida pelo Juiz de
Direito substituto da Comarca de Uruará, Michel Campelo, determina que “o Banco
do Brasil, Banco da Amazônia e Caixa Econômica Federal devem reter os valores
presentes e futuros até ulterior deliberação para fins de pagamento dos
salários de julho de 2016 e vincendos até dezembro de 2016, ressaltando que os
referidos bancos não poderão realizar movimentação nas referidas contas da
prefeitura sem a devida ordem judicial no que se refere aos valores bloqueados”.
Ainda segundo a
decisão do juiz, a administração municipal não honrou e nem cumpriu com seus
compromissos de pagamento dos servidores públicos tanto da Educação quanto da
Secretaria de Viação e Obras. De acordo com a investigação do MPE, os
professores receberam salários até o mês de junho de 2016, com os dias de greve
sendo descontados. Foram pagos cerca de onze dias de trabalho, ou seja,
aproximadamente 30% da folha de pagamento de R$ 350 mil, quando o repasse do
Fundo Municipal de Educação (Fundeb) ao município foi de quase R$ 3 milhões
naquele mês. O prefeito afirmava não ter recursos para o município, o que não é
verdade, pois só para a educação (FUNDEB), entraram nas contas da prefeitura
mais de 18 milhões de reais.
Enquanto isso.. Alguém sabe do Prefeito?
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